
A coisa mais triste é deixar para trás pedaços de você mesmo. Mas é preciso, é preciso esquecer quem você um dia foi para que possa ser algo. Manter-se preso em um passado escuro e insensato é uma das coisas mais assustadoras que alguém pode fazer. O passado e a memória são prisões das mais terríveis. Na realidade, todas as prisões sem parede o são, sejam essas quais forem de dores a amores. A pervesidão dos atos que te prendem a cada pessoa, é algo tão intenso que poucas palavras falsas de amor sincero poderiam atar as mãos de guerreiros, desmoronar castelos de pedra e ferro, turvar a mente dos sábios e cegar os visionário.
No fim, o amor é a coisa mais triste que pode acontecer na vida de uma pessoa. A mais triste, pois o amor trás consigo um doce aroma enebriante de felicidade falsa, de amargura contida, e de dor perdida...O Amor trás saudades, trás tristezas e faz com que acreditemos que as coisas poderiam ser piores do que são se o amado não estivesse presente.
Amores, dores, tristezas...ainda assim apesar de todas as dores que o amor causa, não há sentimento mais quisto, assim como não há vontade mais inabalável do que a de um coração que ama firmemente algo ou alguém.
Prisões. Tristezas. Dores. Amores. Todas essas coisas se completam e definem umas as outras como irmãs briguentas e lascivas. Convidando tudo e todos para perto de si, para seus braços e beber de seus afagos. Mas no fim todas as prisões desabam, as tristezas se dissipam, as dores passam, e só os amores se fazem presentes e permanecem por um longo e sofrido tempo.
E que tempo terrível seria se não houvesse essa cruel felicidade para tirar-nos da tristeza e monotomia da existência vazia que seria uma vida, sem amores.
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