Sempre pensei que herois eram aqueles que lutavam contra os que são malvados. Sempre imaginei vilões como aqueles que deveriam ser os caras maus. Então, nunca me considerei um heroi, nunca me imaginei sendo aquele que cometeria a injustiça de julgar o outro como bom ou mal em detrimento de um código moral próprio, que nega a simples individualidade do outro, a despeito do que o outro pensa ou deixa de pensar. Nunca achei que seria capaz de fazer isso.
Hoje entendo que os reais vilões não são aqueles que são julgados malvados, mas aqueles que julgam pessoas boas ou más. Depois de tanto tempo acabei descobrindo que vilões não usam máscaras, e herois são os vitoriosos. Aqueles que escrevem a história sempre ficam com a melhor parte dela. Descobri que no fim, o vitorioso é aquele que perdeu todas as coisas em seu embate, e mesmo assim persiste.
Ao longo do tempo vi que herois começam tão vilões quanto os outros vilões, mas a diferença é que eles, os herois, querem mudar. Querem viver em um lugar diferente deste aonde apenas o mais esperto sobrevive, o mais forte ganha e o mais cruel prospera. Isto é o que faz um herói, e que não há heróis completos, apenas pedaços.
Pedaços de herois que vivem dentro de cada um de nós. Todos somos herois partidos, herois incompletos que buscam ao máximo chegar na perfeição do heroismo. Quem sabe um dia não consigamos ser um heroi pleno, mas até lá. Eu sei que não sou um heroi.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Coisas Perdidas

A coisa mais triste é deixar para trás pedaços de você mesmo. Mas é preciso, é preciso esquecer quem você um dia foi para que possa ser algo. Manter-se preso em um passado escuro e insensato é uma das coisas mais assustadoras que alguém pode fazer. O passado e a memória são prisões das mais terríveis. Na realidade, todas as prisões sem parede o são, sejam essas quais forem de dores a amores. A pervesidão dos atos que te prendem a cada pessoa, é algo tão intenso que poucas palavras falsas de amor sincero poderiam atar as mãos de guerreiros, desmoronar castelos de pedra e ferro, turvar a mente dos sábios e cegar os visionário.
No fim, o amor é a coisa mais triste que pode acontecer na vida de uma pessoa. A mais triste, pois o amor trás consigo um doce aroma enebriante de felicidade falsa, de amargura contida, e de dor perdida...O Amor trás saudades, trás tristezas e faz com que acreditemos que as coisas poderiam ser piores do que são se o amado não estivesse presente.
Amores, dores, tristezas...ainda assim apesar de todas as dores que o amor causa, não há sentimento mais quisto, assim como não há vontade mais inabalável do que a de um coração que ama firmemente algo ou alguém.
Prisões. Tristezas. Dores. Amores. Todas essas coisas se completam e definem umas as outras como irmãs briguentas e lascivas. Convidando tudo e todos para perto de si, para seus braços e beber de seus afagos. Mas no fim todas as prisões desabam, as tristezas se dissipam, as dores passam, e só os amores se fazem presentes e permanecem por um longo e sofrido tempo.
E que tempo terrível seria se não houvesse essa cruel felicidade para tirar-nos da tristeza e monotomia da existência vazia que seria uma vida, sem amores.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Depois de Tanto Tempo.
Medo, fome, dor, tristeza e solidão. Essas são muitas das coisas que findam os sonhos. Hoje, não vim aqui para escrever contos inacabados, mas para escrever sobre como contos acabam. As vezes, somente as vezes, histórias são fortes o bastante para serem lembradas por muito tempo, mas não para sempre. Nada dura para sempre.
A morte é o fim inevitável de todos os sonhos, mesmo os duradouros, mesmo aqueles que parecem eternos, todos os sonhos morrem. Todos os sonhos perecem, todas as histórias caem, todas as lendas terminam e todos os desejos acabam.
Todos passam pela morte, todos passam pela dor da derrota, e morte pode ser um termo tão abrangente. Como separações, fins de amizades, fins, fins e fins. Não há um único mortal que viva para sempre, por isso a busca eterna pela imortalidade, a eterna busca pela deidade, a tentativa de ser Deus, ou mesmo Maior do que Deus.
A morte é o fim inevitável de todos os sonhos, mesmo os duradouros, mesmo aqueles que parecem eternos, todos os sonhos morrem. Todos os sonhos perecem, todas as histórias caem, todas as lendas terminam e todos os desejos acabam.
Todos passam pela morte, todos passam pela dor da derrota, e morte pode ser um termo tão abrangente. Como separações, fins de amizades, fins, fins e fins. Não há um único mortal que viva para sempre, por isso a busca eterna pela imortalidade, a eterna busca pela deidade, a tentativa de ser Deus, ou mesmo Maior do que Deus.
Por isso é difícil falar sobre a morte, é difícil encarar a dor, e difícil lembrar que nós, não somos ELE.
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