segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uma Sofrível Derrota!

Outrora pensei que quando um homem matava outro homem, o que teria ocorrido seria um assassinato. Muito tempo depois, eu vejo que homens podem se tornar heróis ao matar uma grande quantidade de outros homens, mas correndo também o risco de virarem monstros. Qual a diferença? A diferença é de que lado esta o Estado, se contra ou a favor deste homem. Quando contrário, um homem com mais de vinte mortes é tido como psicopata, quando ao lado do Estado, um homem com mais de vinte mortes vira herói.

Heróis e Monstros, são todos iguais, ambos tem em seu peito algo distinto de um coração que pulsa, ambos carregam em seus peitos idéias e ideais. Idéias que não pertencem a esses homens, mas sim a um organismo muito maior, muito mais feroz. Ao organismo que se opõe, os rebeldes chamaram esse organismo de Capitalismo, os Fracos de Opressão, os Fanáticos de Ímpios, e tantos outros de tantos outros nomes. Os aliados chamam esse organismo devorador por muitos nomes também, Socialismo, Religião, Força, Verdade. E então, matam e morrem em nome desses seres tão maiores que eles.

Essas são forças tão intensas que as vezes nem percebemos do que elas são formadas. Elas são formadas e se sustentam em bases e paredes de carne, osso, sangue, suor e lágrimas. Não acredito em homens que dizem que sua primeira vitória é tirar a vida de um outro, pois estão apenas adicionando mais um corpo a sua parede de cadáveres decompostos. Essas paredes de homens mortos que enclausuram tudo aquilo que tocam não nos concede a vitória, mas nos deixam a mercê da derrota. Alguém que comemora a morte de um homem, é um alguém que sofreu uma grande derrota.

Um comentário:

Carla P.S. disse...

Inteligentes e sensatas palavras, meu amigo.
Em resumo, a vitória se faz a partir do momento que transformamos a energia em algo salutar e a par da nossa consciência.
Beijos, e um café. Melhor, leite quente.